Independente do nível de tecnologia oferecido pelo refrigerador de ar do seu carro, colocá-lo para funcionar é muito simples. Só não é recomendável dar a partida no motor com o acessório ligado para não sobrecarregar o motor de arranque e bateria. Quando o refrigerador está ligado, ele consome em torno de 10% da potência do motor do carro, havendo consequentemente, maior consumo de combustível.
“Quando estiver perto de seu destino, o condutor deve desligar o ar-condicionado e acionar a ventilação na velocidade máxima por, pelo menos, três minutos", explica Amaury Oliveira, gerente de engenharia, gerenciamento de programas e qualidade da Delphi. É a maneira mais eficiente de eliminar a umidade que se acumula nas galerias por onde passa o ar gelado. Assim, o dono do veículo evita a proliferação de fungos e bactérias pelo sistema, que causam um odor bem desagradável.
Outra dica simples para evitar problemas é ligar o item pelo menos uma vez por semana, mesmo nos piores períodos do inverno. "É uma forma de manter mangueiras, vedadores e selos de borracha sempre lubrificados, já que o óleo que abastece o equipamento circula misturado ao gás. Isso diminui o risco de rachaduras nas peças de borracha e, por consequência, o risco de vazamentos de gás", diz Rubens Venosa, engenheiro proprietário da oficina Motor Max.
Recarga de Gás
A recarga de gás só é necessária se ocorrer vazamento. Nesse caso, recorra a uma oficina especializada, pois alguns estabelecimentos oferecem um tipo de gás que não é exatamente o indicado para o ar-condicionado do seu veículo. Um gás diferente trabalha com pressões fora do padrão e causa estragos. “A pressão elevada pode, por exemplo, estragar conexões de mangueiras e diminuir a durabilidade do compressor. É importante procurar profissionais que conheçam essas particularidades”, recomenda o gerente da Delphi. Em revisões de rotina, mesmo se nunca houve vazamento, o dono do veículo pode solicitar também que se verifique a pressão do gás no sistema, exame que pode detectar anomalias como o entupimento de alguma válvula, ou o desgaste prematuro do compressor.
Manutenção preventiva
Nos períodos de revisões, também vale pedir ao reparador que avalie o estado da correia que aciona o compressor, e se ela está trabalhando na tensão correta (sem folga). Outra peça importante é o filtro de cabine, que barra a entrada de impurezas. Quando demora muito a ser trocado, o item causa mau cheiro e diminui o fluxo do ar direcionado para o habitáculo.
A troca desse filtro é necessária, mas sua durabilidade depende muito de onde o veículo circula", comenta Amaury Oliveira. Em cidades de interior, com vias asfaltadas e poucos veículos, o componente resiste por mais tempo. Já em grandes centros urbanos a contaminação é bem maior. Na zona rural, quem transita por estradas de terra tem de trocar o filtro ainda mais cedo. Para quem não se lembrou de trocar a peça e começou a perceber odores desagradáveis (que também surgem nos modelos sem filtro), a melhor saída é solicitar a higienização de todo o circuito por onde passa o ar refrigerado.
Até a próxima postagem!