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quinta-feira, 12 de abril de 2012

ROLAMENTOS DE RODA!

De concepção simples, o rolamento duplo de esferas é feito de corpos rolantes, separador (gaiola) e anéis internos e externos. Já o cônico reúne rolos cônicos, separador e capa. Tradicionalmente, o aço forjado é o material que predomina na construção da peça, mas já há opções mais modernas, segundo Santana, que utilizam também alumínio em parte de sua construção.



Estão alojados nas extremidades dos eixos para fazer as rodas girarem livremente. E é justamente por isso que muita gente se esquece de que eles existem e de que precisam de manutenção periódica.

“Na média, a peça dura 70 mil quilômetros. Os rolamentos cônicos, geralmente instalados aos pares no eixo traseiro, devem ser verificados a cada 20 mil quilômetros”, comenta Alexandre Luís Santana, técnico em reposição automotiva da SKF do Brasil, fabricante desse tipo de componente. O profissional explica que, como são montados aos pares, esses rolamentos precisam ser ajustados e lubrificados (com graxa específica) para não perder sua eficiência.

O eixo traseiro também pode contar, dependendo do modelo, com um conjunto que reúne rolamentos com cubos integrados, onde as rodas são montadas diretamente. Sua manutenção preventiva também deve ocorrer a cada 20 mil quilômetros. A diferença desse conjunto para o rolamento cônico, segundo Santana, é que sua montagem é mais fácil de ser feita e sua durabilidade média fica por volta dos 100 mil quilômetros.

Já o rolamento duplo de esferas, geralmente montado na dianteira, não precisa de manutenção. A única preocupação, nesse caso, é que o reparador saiba instalá-lo adequadamente. “Isso é importante porque esse tipo de peça não pode ser reaproveitado depois de retirado do eixo. Aliás, o bom reparador também sabe avaliar se a peça está desgastada sem retirá-la do eixo”, comenta Santana – para isso, o mecânico suspende o veículo e verifica como a roda se comporta ao ser girada manualmente.

O sintoma clássico que indica que um ou mais rolamentos não vão bem é aquele ruído típico de atrito entre peças metálicas, vindo da região das rodas. Com o tempo, o barulho desagradável aumenta e, se o dono do veículo ignorar o problema, a inevitável quebra da peça trava o movimento da roda, o que pode, obviamente, causar graves acidentes.

Outros fatores também podem abreviar bastante a durabilidade do componente, independente da época em que o veículo foi fabricado. Transitar frequentemente com excesso de carga é um deles, mas a peça também sofre quando o carro está equipado com rodas e/ou pneus com medidas muito diferentes das originais. Os impactos que pneus e rodas sofrem ao passar por tantas imperfeições no asfalto também podem danificar a peça.


Até a próxima postagem!

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