Bruno Ferrari, secretário da Economia mexicano, disse que o país concordou em reduzir as exportações ao Brasil para uma média de cerca de 1,55 bilhão de dólares nos próximos três anos. A cota é recíproca para os dois paíes e ficou estabelecida em 1,45 bilhão de dólares no primeiro ano, 1,56 bilhão de dólares no segundo ano e 1,64 bilhão de dólares no terceiro ano.
Ferrari disse ainda que Brasil e México também concordaram que os mexicanos aumentem a proporção de peças da América Latina em seus carros dos 30% atualmente, para 40 % em um prazo de até cinco anos.
Segundo analistas, a implementação de cotas pode reduzir do déficit comercial com o México, mas não vai resolver os problemas que estão fazendo com que as montadoras brasileiras sejam menos competitivas do que suas rivais mexicanas, e ainda pode prejudicar fabricantes que pretendem instalar fábricas no México visando o livre comércio com o Brasil, como por exemplo a Mazda, que recentemente anunciou uma fábrica no Estado de Guanajuato. O IPI já fez com que ela adiasse sua entrada no Brasil para quando a fábrica mexicana entrar em operação.
Até mais!

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