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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

BOCEJOU , PAROU! ESTA É SEMPRE A OPÇÃO SEGURA!

Em entrevista  à Autoesporte, o especialista e diretor técnico do Centro de Estudo Multidisciplinar em Sonolência e Acidentes (Cemsa), Marco Túlio de Mello, dá uma série de dicas para evitar o sono ao volante e revela alguns dados de como essa situação é mais comum do que se imagina. Será que você já bocejou ou mesmo “pescou” quando estava dirigindo? Trate de acordar porque o assunto é sério e confira de olhos bem abertos os conselhos a seguir:

Para começar, Mello explica que dirigir com sono é perigoso porque diminui a capacidade de concentração e de reflexo. Ele revela: "De 17% a 19% das mortes no trânsito brasileiro, uma média de 7 mil por ano, ocorrem com pessoas que dormem no volante. Na somatória dos acidentes de trânsito, de 29% a 32% dos condutores caíram no sono enquanto dirigiam.

Se a pessoa trabalhou por 9 horas, ela já está suscetível a acidentes no trânsito por sono

Há vários fatores que induzem a sonolência. "O principal é o cansaço depois de muitas horas acordado ou de muito tempo trabalhando. Além disso, há uma relação com a monotonia que ocorre ao guiar o veículo. Em percursos longos, exige-se muito do motorista. Uma vez cansado, ele fica sonolento, tem menos atenção e pode comprometer a sua segurança e a dos demais passageiros”.

Ele aconselha: Nunca dirija depois de 19 horas acordado ou por mais de 9 horas seguidas, porque, assim como um bêbado, você não estará em condições. O ideal é descansar a cada 2 horas". E ainda alerta: “Se a pessoa trabalhou por 9 horas, ela já está suscetível a acidentes no trânsito. Por mais de 12, esse risco duplica e por mais de 14, ele triplica.

Não existe um estágio de sonolência que não ofereça perigo. Se sua vista começa a embaçar, está na hora de encostar o veículo

Outra recomendação do especialista, que também dirige o Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (Cepe) e participa de pesquisas do Instituto do Sono, é não pegar o carro entre 3h30 e 5h30 ou logo depois de almoçar. “Esses são os momentos mais propensos a cair no sono”.

As estradas, onde as pessoas passam mais horas guiando, o número de acidentes é maior. “Isso se explica por causa da monotonia. Para evitá-la, a sugestão é revezar a direção com outra pessoa que esteja descansada”.

O mais grave, segundo ele, é que ninguém tem condições de avaliar seu próprio sono. "Não existe um estágio de sonolência que não ofereça perigo. Se sua vista começa a embaçar, está na hora de encostar o veículo, lavar o rosto, tomar um café e descansar. A maioria dos condutores que dormiram e se envolveram em acidentes sequer se lembram de ter fechado os olhos".

Para ficar acordado, motoristas colocam a saúde em xeque. "Alguns tomam medicamentos, mas, em vez de se manterem em alerta, se prejudicam. O efeito do remédio dura por pouco tempo. Quando ele acaba, o sono é incontrolável". E se não bastasse, o diretor ainda revela: "Há casos de pessoas que queimam cigarro no próprio corpo e até se batem para vencer a sonolência".

Evite viajar entre 22h e 4h da manhã ou logo depois de almoçar. No início da madrugada, se tem as temperaturas mais baixas, momentos mais propensos a cair no sono

E para encerrar, Mello assegura: “A transição entre uma leve sonolência e dormir no volante é repentina e as consequências podem ser gravíssimas. Abrir o vidro, aumentar o volume do rádio ou outros truques do tipo não adiantam. O que vale são as precauções do motorista para não colocar a sua vida em risco”.

Até mais!

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